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Montesquieu |
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![]() Montesquieu era membro da aristocracia francesa |
Montesquieu, o humanista que idealizou a separação dos Poderes |
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Foi fundamentalmente um aristocrata da província, da estirpe de seu conterrâneo Michel de Montaigne e, como ele, humanista e cético. Juntou, porém, a essa herança espiritual o otimismo característico do século XVIII e acreditou firmemente na possibilidade de solução para os problemas da vida pública. Livre pensador em matéria religiosa e apreciador dos prazeres da vida, Montesquieu imprimiu esse espírito a seu primeiro livro, Lettres persanes (1721; Cartas persas), cartas imaginárias de um persa que teria visitado a França e estranhado os costumes e instituições vigentes. O livro, espirituoso e irreverente, tem um fundo sério, pois relativiza os valores de uma civilização pela comparação com os de outra, muito diferentes. Verdadeiro manual do Iluminismo, foi uma das obras mais lidas no século XVIII. Humanismo - O humanismo de Montesquieu é o fundamento das Considérations sur les causes de la grandeur des romains et de leur décadence (1734; Considerações sobre a causa da grandeza dos romanos e de sua decadência). Influenciado por Maquiavel, o escritor procura determinar as causas da grandeza e da queda das nações e dos impérios e explica o curso da história por meio de fatos naturais, econômicos e políticos, como clima, situação geográfica, amplitude de seus domínios e o que ele chamou o "gênio" das nações. Montesquieu parece, em parte, antecipar o positivismo científico do século XIX, ao usar critérios das ciências naturais. Política - Em De l'esprit des lois (1748; O espírito das leis), Montesquieu elabora conceitos sobre formas de governo e exercício da autoridade política que se tornaram pontos doutrinários básicos da ciência política. Considera que cada uma das três formas possíveis de governo é animada por um princípio: a democracia baseia-se na virtude, a monarquia na honra e o despotismo no medo. Elabora a teoria da separação dos poderes, em que a autoridade política é exercida pelos poderes executivo, legislativo e judiciário, cada um independente e fiscal dos outros dois. Seria essa a melhor garantia da liberdade dos cidadãos e, ao mesmo tempo, da eficiência das instituições políticas. Seu modelo é a monarquia constitucional britânica. As
teorias de Montesquieu, que morreu em Paris, em 10 de fevereiro de 1755,
exerceram profunda influência no pensamento político moderno.
Inspiraram a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão,
elaborada em 1789, durante a revolução francesa, e a constituição
dos Estados Unidos, de 1787, que substituiu a monarquia constitucional
pelo presidencialismo. Com o fim do absolutismo, diversos países
europeus adotaram a monarquia constitucional e muitas delas sobreviveram
até depois da primeira guerra mundial. Em suas constituições
atuais, a maioria das nações do Ocidente adota o princípio
da separação dos poderes e em muitas delas vigora o presidencialismo
ao estilo americano. |
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