Caius Julius Caeser


Júlio César foi assassinado com 23 punhaladas

Tu quoque, Brutus, fili mi!
Célebre frase de Júlio César
foi proferida em 15 de março de 44 a.C.

     General, estadista, orador, historiador e legislador romano. Foi um dos homens mais cultos de seu tempo e um dos maiores chefes militares de toda história. Seu nome tornou-se título honorífico dos imperadores romanos.

     Caius Julius Caeser nasceu em 12 ou 13 de julho de 100 a.c. em Roma numa família aristocrática, filho de patrícios. Teve uma educação esmerada e se tornou bom conhecedor do grego e da gramática e estudou oratória na escola de Rodes.

     Casou-se com Cornélia, filha de um dos principais inimigos de Sila, que exercia o poder em Roma. Com essa união, atraiu a inimizade do ditador e afastou-se da cidade, indo para a Ásia em 82 a.c. Quando Sila morreu, em 78 a.c., voltou à Itália e interessou-se pela atividade política de onde pode demonstrar suas qualidades.

     Em 69 a.c. por sua posição política, teve de mudar-se para a província da Hispânica Ulterior (Andaluzia e Portugal). Por essa época morreu sua mulher e ele se casou com Pompéia, parente distante de Pompeu.

     Em 60 a.c. voltou para Roma e depois de filiar-se ao partido democrático, chegou ao consulado. Promulgou leis agrárias em favor do povo e dos soldados, exerceu forte controle sobre o Senado e realizou um bom governo nas províncias romanas. Assumiu o proconsulado da Gália transalpina e cisalpina.

     César revela seu gênio militar, aumentando ainda mais o Império Romano até a Grã-Bretanha e até o Reno.

     Participou do primeiro triunvirato ao lado de Pompeu e Crasso. Com a morte de Crasso, disputou o poder com Pompeu que era apoiado pelo Senado.

     Quando em 52 a.c. Pompeu foi nomeado consul e obteve do Senado o decreto que destituía César do comando da Gália (atual França e Bélgica), este atravessou o Rio Rúbicon à frente de suas legiões onde teria pronunciado a famosa frase: Alea jacta est (A sorte está lançada) e em 2 meses tomou conta de toda a Itália. Pompeu fugiu para a Grécia e depois para o território egípcio, onde foi assassinado. Esta vitória aliada a outras fez César tornar-se Imperador e profectus morum, exercendo o poder quase absoluto.

     As lutas pelo trono do Egito e a insegurança que isso trazia ao poder de Roma, tornaram necessária a intervenção do próprio César, que instalou Cleópatra no trono daquele país. Com Cleópatra, César teve um filho, Cesarion.

     César então teve o título de ditador e concentrou todo o poder em Roma. Reformou as instituições, conferiu maior celebridade à justiça, estimulou o crescimento econômico, aperfeiçoou o governo das províncias e promoveu festas para alegrar o povo.

     Outra frase célebre de César dita em 47 a.c. na Ásia foi Veni vidi vici (Vim, vi e venci) e de fato ele venceu em todas as batalhas.

     César compartilhava das privações e dificuldades junto aos seus soldados, estes o adoravam e ele participava das campanhas sempre a cavalo, mostrando assim um físico e um temperamento muito fortes. Ele também reformou o calendário e astrônomos egípcios o auxiliaram, estabelecendo o ano de 365 dias e ano bissexto de 4 em 4 anos. O mês de julho foi batizado em honra do César.

     O status literário de César deriva das histórias que narram suas campanhas:

- Histórias da conquista das Gálias;
- Histórias das lutas contra Pompeu e seus aliados.

     Outras obras escritas por César:

-Anticatão - resposta ao elogio de Catão de Útica, publicada por Cícero;
-De Analogia - tratado gramatical dedicado a Cícero;
-Discursos - esta obra se mostra à altura dos maiores oradores;
-Édipo - uma tragédia;
-Laudes Herculis - coleção de poemas;
-Comentarius - sobre campanhas de guerra.

     César sempre foi clemente com os adversários e governou visualizando o interesse geral. Graças a essas reformas, Júlio César conquistou enorme apoio popular, em compensação, os ricos (aristocratas e patrícios) sentiram-se prejudicados em seus privilégios e começaram a conspirar. O centro dessa conspiração era o Senado, controlado por patrícios.

     No dia 15 de março de 44 a.c., quando Júlio César entrava no Senado, os conspiradores o envolveram armados de punhais. Júlio Cesar recebeu 23 punhaladas, e suas palavras derradeiras demonstram antes de tudo um coração dilacerado pela ingratidão, especialmente de Brutus, filho único e adotivo: Tu quoque, Brutus, fili mi! (Até tu, Brutus, meu filho!).

     O assassinato de César provocou uma verdadeira revolta popular. Supõe-se que seus assassinos não tinham apenas motivos políticos, como também agiram por inveja e orgulho ferido. A dor do povo tornou-se ainda mais profunda com a célebre oração de Marco Antonio ante o cadáver de César, mais tarde queimado em uma pira no Fórum.

     A obra de Júlio César não desapareceu com sua morte. Concebeu e realizou um governo de homens livres unidos numa única comunidade e assentou os alicerces do Império Romano, base perdural da civilização ocidental.

Fontes: Geocities.yahoo.com.br/irapuanbarbariz/os_notaveis/caio_julio_cesar.htm
            Educacional.com.br