M-19

Guerrilha colombiana M-19
deixava as armas em março de 1989



Atentados promovidos pela guerrilha
matou centenas de pessoas

     Por mais de um século o poder na Colômbia é dividido entre os partidos Liberal e Conservador, cuja rivalidade leva a uma sucessão de guerras civis. Os liberais impõem em 1860 a separação entre Igreja e Estado e confiscam terras do clero - cujos privilégios são em parte restabelecidos pelos conservadores em 1880.

     A Guerra dos Mil Dias (1899-1903) arruína a economia e causa 130 mil mortes. A crise econômica provocada pela Quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, encerra o domínio dos conservadores. Entre 1930 e 1946, os liberais realizam uma reforma agrária e a economia do país se expande. Os conservadores retornam ao governo em 1946. Em 1948, o assassinato do liberal Jorge Gaitán desencadeia uma onda de distúrbios civis iniciada em Bogotá - o Bogotazo -, que se espalha pelo país. Até 1962, durante o período conhecido como La Violência, conflitos civis e golpes de Estado provocam a morte de mais de 200 mil pessoas.

     Na tentativa de restaurar a paz, liberais e conservadores formam a Frente Nacional, comprometendo-se a exercer o rodízio na Presidência e a repartir ministérios e cadeiras conquistadas no Congresso. A União Patriótica (UP), partido formado por ex-guerrilheiros comunistas, torna-se a terceira força política colombiana, mas é vítima da violência: mais de 1.000 militantes seus são mortos pelo narcotráfico e por esquadrões da morte de extrema direita.

     Após a vitória apertada do conservador Misael Pastrana nas eleições presidenciais de abril de 1970, os partidários do ex-ditador Rojas Pinilla acusam a Frente Nacional de fraude e formam a organização guerrilheira Movimento Revolucionário 19 de Abril (M-19). A este se juntam dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os atentados da guerrilha crescem paralelamente ao narcotráfico e aos esquadrões de extrema direita. O governo de Belisario Betancur, entre 1982 e 1986, inicia diálogo com a guerrilha. Em 1985, uma invasão do Palácio da Justiça pelo M-19, reprimida pelo Exército, deixa mais de cem mortos.

     Em 17 de março de 1989, os guerrilheiros do M-19 aceitam uma anistia e transformam a organização em um partido político legal. Em 1990, os candidatos da UP e do M-19 à presidência são assassinados. Entre 1990 e 1995, o governo impõe sérias derrotas ao narcotráfico, com a prisão e morte de vários dos seus "chefões". Em meio à crescente violência no país e à decretação do estado de emergência nacional, em agosto de 1995, o Congresso abre discussões sobre um possível processo de impeachment do atual presidente, Ernesto Samper Pisano, acusado de envolvimento com o narcotráfico. Samper é absolvido.


Fonte: Utopia.com.br
           Admissoes.org.br