O
Dia Internacional da Mulher é uma homenagem a um episódio
trágico que aconteceu nos Estados Unidos. Em 1857, mulheres
de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque se rebelaram contra
suas condições de trabalho. Foi a primeira vez que
as mulheres se uniram para reivindicar melhorias. Mas a rebelião
foi contida de forma violenta, culminando com a morte de 129 tecelãs,
que morreram carbonizadas dentro da fábrica. Em 1910 surgiu
a idéia de se criar uma data para homenagear essas operárias
e marcar um dia de luta feminina. Em 1975 a Assembléia
Geral das Organizações das Nações
Unidas (ONU) decretou o dia 8 de março como Dia Internacional
da Mulher.
Em 1903, profissionais liberais norte-americanas
criaram a Women’s Trade Union League. Essa associação
tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a
exigirem melhores condições de trabalho. Cinco anos
depois mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque,
reivindicando o mesmo que as operárias no ano de 1857,
bem como o direito ao voto. Caminhavam com o slogan ”Pão
e Rosas”, em que o pão simbolizava a estabilidade
econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.
Mais tarde, o Partido Socialista norte-americano
decretou o último domingo de fevereiro como o Dia Internacional
da Mulher. Foi comemorado pela primeira vez em 1909 e pela última
vez no ano de 1913, já que, durante uma conferência
mundial das organizações socialistas decorrida em
Copenhague (Dinamarca), a revolucionária alemã Clara
Zetkin propôs o 8 de Março como o Dia Internacional
da Mulher. O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado
pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher.
A data simboliza justamente a luta pela igualdade
de direitos entre homens e mulheres. E não se pode dizer
que se trate de uma luta do passado. Apesar dos muitos avanços
verificados durante o século passado, subsiste a distância
entre a situação ideal e a situação
real da mulher, como reconheceram unanimemente representantes
de 189 países na 4ª Conferência Mundial das
Nações Unidas sobre as Mulheres (Pequim, Setembro
de 1995).
As mulheres constituem a maioria da
população situada no limiar da sobrevivência.
Em boa parte de África e Ásia, representam três
quartos da população analfabeta. Em média,
o respectivo salário é quase 40% mais baixo do que
aquele que é pago aos homens por idêntico trabalho.
Por todo lado, é tido como grave o problema da violência
contra as mulheres, em especial no seio da família. A título
meramente exemplificativo, e de acordo com estimativas da Anistia
Internacional, cerca de dois milhões de mulheres são
anualmente submetidas a mutilação genital. No entanto,
vários têm sido os esforços desenvolvidos
para eliminar a discriminação entre mulheres e homens.
Convenção
para a Eliminação de todas as formas de Discriminação
contra as Mulheres
Adotada em 18 de Dezembro de 1979 pela Assembléia
Geral das Nações Unidas, a Convenção
é freqüentemente descrita como uma international
bill of rights for women. Compreendendo um preâmbulo
e trinta artigos, repartidos por seis partes, obriga os Estados
Signatários a adotar todas as medidas necessárias
para eliminar a discriminação contra as mulheres
em qualquer das suas formas e manifestações.
Por discriminação contra
as mulheres entende-se "qualquer distinção,
exclusão ou limitação imposta com base no
sexo que tenha como consequência ou finalidade prejudicar
ou invalidar o reconhecimento, gozo ou exercício por parte
das mulheres, independentemente do estado civil, com base na igualdade
de homens e mulheres, dos direitos humanos e liberdades fundamentais
no domínio político, econômico, social, cultural
e civil, ou em qualquer outro domínio".
Fontes:
Espigueiro.pt
Atarde.com.br