| Guerra
do Paraguai |
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![]() População paraguaia caiu de 1,3 milhão para 200 mil com a guerra |
Guerra
do Paraguai dizimou a grande maioria da população do país |
Tendo em vista a necessidade de exportar excedentes de produção, era imprescindível a ruptura da política paraguaia de isolamento em relação aos demais países, assim como a necessidade da utilização do Rio da Prata como meio de escoamento dos produtos excedentes. Possuindo um forte exército e passando a figurar entre os países mais desenvolvidos da América do Sul, o Paraguai passa a reivindicar voz de comando nos assuntos políticos locais. Estas reivindicações se fizeram presentes através do oferecimento de Francisco Solano López como mediador das questões entre o Brasil e o Uruguai. As relações entre estes países encontravam-se entre a cordialidade e a agressão: o Paraguai passava a questionar os limites territoriais entre os dois países, vendo-se prejudicado na grande perda de terras e ainda dependente da tolerância dos países que dominavam os transportes fluvio-marítimos no Rio da Prata. Assim, a intermediação de Solano López é recusada pela diplomacia brasileira. Não aceitando as condições impostas pelo Império no Brasil, o Uruguai, por sua vez, é invadido e tem seu governante blanco Atanásio Aguirre deposto. Apoiando oficialmente Aguirre, Solano López passa da postura diplomática à agressão, ordenando a captura de uma embarcação brasileira que trafegava no Rio Paraguai, o navio "Marquês de Olinda", em 11 de novembro de 1864, que ia a caminho do Mato Grosso. Posteriormente, Solano López declara guerra ao Brasil, invadindo os territórios do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Em março de 1865, tropas paraguaias invadem a Argentina. O objetivo paraguaio é obter uma porto marítimo, conquistando uma fatia dos territórios brasileiro e argentino. Os governos da Argentina, do Brasil e seus aliados uruguaios assinam o Tratado da Tríplice Aliança, em 1º de maio de 1865, contra o Paraguai. Empréstimos ingleses financiam as forças aliadas. O Exército paraguaio, superior em contingente – cerca de 64 mil homens em 1864 – e em organização, defende o território de seu país por quase um ano. A primeira grande virada da Aliança sobre o Paraguai ocorreu com a famosa Batalha do Riachuelo, em 1865, quando a esquadra paraguaia foi completamente dizimada pelas forças navais brasileiras sob os comandos do Almirante Tamandaré e de Francisco Manuel Barroso da Silva, estas aliadas às forças argentinas sob o comando do general Paunero. As
forças paraguaias, tendo em vista suas intenções
agora frustradas, passam da tática ofensiva à defensiva,
procurando resistir nos fortes localizados em regiões estratégicas
do território paraguaio. Porém, seus exércitos já
haviam passado por uma série de desfalques, dando ainda maior ânimo
à Tríplice Aliança. Finalmente, em 16 de abril de
1866, os aliados invadem o Paraguai ao vencer a batalha de Tuiuti, sob
o comando do argentino Bartolomeu Mitre. Para o Brasil, a guerra significa o início da ruptura com o sistema monárquico-escravista. Diante da dificuldade de recrutar soldados, escravos são alforriados para substituí-los, fato que incentiva a campanha abolicionista. A conseqüência mais importante, porém, é o fortalecimento do Exército. Atraídos pela causa republicana, em poucos anos os militares passam a liderá-la. No plano financeiro, o saldo final é uma duplicata de 10 milhões de libras que o Brasil deixa pendente com o Banco Rothchild, de Londres. Fontes:
Conhecimentosgerais.com.br |
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