Especial - 11 de setembro de 2001

Osama Bin Laden, o mentor


     O multimilionário saudida Osama Bin Laden, um muçulmano fundamentalista que na época dos atentados tinha 44 anos, chefia um exército de centenas de voluntários do Mujahedim Khalk, os Combatentes do Povo, em sua "guerra santa" contra os Estados Unidos.

     Dono de uma fortuna pessoal estimada em US$ 400 milhões, Osama foi o sétimo dos 20 filhos do empresário Mohamed Bin Laden, um dos homens mais ricos da Arábia Saudita. O patrimônio da famíla, que enriqueceu explorando petróleo e construindo estradas, soma US$ 4,2 bilhões, recursos que ele e seus irmãos fazem render em benefício da causa islâmica. Ninguém sabe quanto, porque Bin Laden trabalha com empresas de fachada para encobrir os lucros.

     Bin Laden aderiu à ala extremista dos fundamentalistas muçulmanos por volta de 1991, quando rompeu com a monarquia saudita por causa da aliança do governo de Riad com os americanos contra o Iraque, na Guerra do Golfo. Seu objetivo passou a ser a derrubada do rei em seu país e o combate aos Estados Unidos no resto do mundo. A Agência Central de Inteligência (CIA), que havia treinado os homens de Bin Laden na guerrilha contra a ocupação soviética no Afeganistão, achou que ele estava cuspindo no prato em que comeu.

     A partir do dia em que o chefe dos Combatentes do Povo declarou que seu objetivo seriam os alvos americanos, todos os atentados começaram a ser atribuídos à Qaeda, organização terrorista de alcance mundial criada por ele para defender os ideais islâmicos. Nos últimos dez anos, pelo menos cinco atos terroristas marcados pela ousadia de seus autores foram obra de Bin Laden, segundo os serviços de informação do Ocidente.