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Tema de Redação |
| ASSUNTO: O TROTE NA UNIVERSIDADE |
No último Caderno Vestibular (18/03/2009), o assunto de capa foi “Trote solidário: pratique esta ideia”. A matéria trouxe exemplos em que ações sociais substituem as tradicionais brincadeiras aplicadas pelos veteranos, mas também mostrou que, em algumas faculdades, os famosos banhos de tinta, farinha e ovos ocorreram porque foram reivindicados pelos bixos. Essa mudança é defendida por Zero Hora, que pôs o assunto em destaque no caso da veterana de pedagogia que usou creolina em trote em SP e acabou ferindo uma estudante grávida de quatro meses (27/02/2009) e na reportagem sobre o projeto de lei em que as brincadeiras perigosas com calouros poderão resultar em multa e detenção (18/02/2009). O Grupo Unificado também “pratica esta ideia” com bons exemplos vindos tanto dos professores quanto de seus ex-alunos.
Confira os depoimentos a seguir. |
A caloura em Fonoaudiologia da UFCSPA Mayara Szortika dá sua opinião sobre o banho de tintas:
“Sinceramente, acho que não teria graça passar numa faculdade federal e não ser pintado. Porém, tivemos a opção de escolher ser pintado ou não. Ainda tivemos a oportunidade de fazer o trote solidário, ao qual todos aderiram. No sábado (ontem), entregamos as doações para crianças carentes da Casa Menino Jesus de Praga, em Porto Alegre”.
Já os professores Ênio Kaufman e Régis Gonzaga também defendem a bandeira do trote solidário. Ênio sugere: “Num país de tantas desigualdades, em que tão poucos conseguem chegar à universidade, por que não trocar o ritual de humilhação e deboche por algumas tardes conversando com internos da SPAAN, que não recebem uma visita há muitos anos?”.
O professor Régis, que luta há anos contra a violência no trânsito e o uso abusivo e precoce de bebidas alcoólicas através da Fundação Thiago Gonzaga, também é um dos articuladores da mudança no trote. Ele recorda que, na sua época de calouro, havia a festa das tintas, com direito a banho no chafariz da Redenção, e uma grande passeata dos bixos. Além disso, ele conta que cada calouro ganhava do centro acadêmico um chapéu que caracterizava o seu curso e devia usá-lo durante um mês, o que era motivo de orgulho. Entre as brincadeiras, os rapazes faziam declaração para moças desconhecidas ou mediam a largura da rua com palitos de fósforo, tudo isso em plena Rua da Praia.
Régis diz ter muito orgulho de ser professor de pré-vestibular, “mas, em alguns momentos, esse orgulho se evapora”, lamenta. “Quando estou em uma sinaleira e vejo jovens da elite intelectual do nosso país pedindo dinheiro não para pintar a universidade, para renovar laboratório, ou para consertar pista atlética, e sim para pagar bebida, confesso que eu me sinto envergonhado”. Ele defende que “além do conteúdo, bom professor é aquele que ensina valores”. Deixa claro que não tem nada contra o banho de tintas, considerado um ritual de mudança de status saudável, mas sim contra a agressividade, a humilhação, como o banho de fezes ou o corte de cabelo forçado, por exemplo.
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Com base nos relatos acima e no seu conhecimento (experiência pessoal, informações, leituras), você tem de escrever uma redação de caráter dissertativo sobre o trote. Na organização de seu texto, você pode orientar-se pelas seguintes questões: Qual é a função do trote? Pintar, pular, brincar está errado? Em que ponto estão os problemas relacionados ao trote? As brincadeiras devem ser abolidas em prol apenas do trote solidário? .
INSTRUÇÕES:
1 - Redija um texto de caráter dissertativo, isto é, apresente uma reflexão acerca do tema proposto, defina um ponto de vista e sustente-o mediante argumentos consistentes.As informações acima têm o intuito de auxiliá-lo na contextualização do assunto, por isso não devem ser copiadas nem parafraseadas.
2 - Crie um título para seu texto e escreva-o na linha destinada a este fim.
3 - Sua redação deverá ter a extensão mínima de 30 linhas, excluído o título, e máxima de 50, considerando-se letra de tamanho regular.
4 - Entregue sua redação à caneta, com letra legível, na folha adequada. |
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