As bruxas sempre foram uma ligação entre mito e razão ou entre ficção e realidade, pois elas se encontram na imaginação popular, que é disseminada pela cultura e pelos costumes de uma sociedade.

Arqueólogos encontraram em cavernas do período neolítico símbolos e desenhos que representam a adoração aos deuses. Desde o surgimento das primeiras civilizações, o homem buscava adorar deuses que mesclavam proteção, respeito e divindade, como uma forma de confortar a busca por aquilo que não se compreendia ou aquilo que não existia e que se buscava uma explicação.

Com o início do Cristianismo e sua disseminação pelo mundo, crenças, rituais e costumes passaram a ser perseguidos e rotulados como pecaminosos, pois acreditava-se que ninguém poderia mudar o curso divino das coisas se não fosse Deus.

Fonte: historiablog.org

Naquela época, as mulheres atraíam muita desconfiança da Igreja, ainda mais quando elas se mostravam habilidosas para lidar com alguma situação, seja preparando medicamentos ou atuando como parteiras; por esses e outros motivos, mulheres comuns eram acusadas de bruxaria.

Depois de muita tortura, as supostas bruxas acabavam confessando práticas indescritíveis, como beber sangue humano ou sacrificar crianças para rituais. Assim, por meio dessas confissões, o mito ganhou cada vez mais credibilidade, levando a mais perseguição e mais histórias de satanismo extraídas a força, criando um círculo vicioso. 

Muitos acontecimentos como: colheitas ruins, morte de gado, epidemias ou até mesmo secas ou chuvas fora de estação eram considerados motivos para sair procurando pelas bruxas. 

Além das pobres camponesas, mortas por prepararem remédios caseiros para os vizinhos, os judeus também foram perseguidos durante toda a Idade Média. As lendas sobre eles eram muitas, entre elas, acreditava-se que os judeus, como as bruxas, sequestravam crianças para usar em seus rituais.

A partir do século XVIII, a perseguição sofreu uma redução. A última execução aconteceu na Suíça, em 1782. Mas, acredite, em alguns países, ainda se “caçam bruxas”. 

Só na última década, quatro pessoas foram julgadas, condenadas e executadas por bruxaria pelo governo da Arábia Saudita. Em maio de 2014, uma mulher foi caçada na rua e linchada até a morte na cidade de Guarujá, em São Paulo. Em Gana, o governo local teve de criar seis campos para refugiar mulheres acusadas de bruxaria, que, se voltassem para casa, acabariam mortas pelos próprios vizinhos. Entre histórias e lendas, a verdade é uma só: é importante lembrar que não estamos mais vivendo na Idade Média!

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