O ano de vestibular é um ano decisivo para muitos. Isso exige dos alunos um comprometimento muito grande, a ponto de se regrarem e se adequarem a um planejamento diferente do que estão acostumados, com foco total no seu objetivo.

Esse planejamento não constitui somente um cronograma de estudos diário, mas também uma série de outras questões, como: estar em dia com a aula/conteúdo, criar resumos, revisar e realizar os exercícios da matéria; além de se alimentar bem, praticar exercícios – para manter mente e corpo sãos – e, por último, mas não menos importante, dormir.

Para que essas questões estejam em harmonia, é preciso ter disciplina, concentração e estar descansado. Por isso, separamos dicas sobre as melhores e piores horas para estudar, a fim de te auxiliar na jornada de estudos.

1. Identifique se você é uma pessoa matutina ou vespertina:

Matutino: é aquele indivíduo que prefere acordar cedo e fica sonolento quando passa do seu horário de dormir, algo em torno das 21 horas.

Vespertino: atinge seu melhor desempenho por volta das 19 ou 20 horas. Geralmente são pessoas que preferem dormir tarde e têm dificuldades para acordar pela manhã – o que as prejudica nos compromissos matinais. 

2. Descubra a sua quantidade ideal de sono por dia:

2.1 Se você dorme cerca de 5 horas diárias:

Suponha que você durma tarde e desperte cedo, às 7h. Apenas às 9h o seu corpo começará a liberar os hormônios que incentivam as atividades dos neurônios. E ele fará isso durante aproximadamente as próximas três horas. Sendo então das 9h às 12h o horário mais valioso para o seu estudo.

Na parte da tarde, é necessário um descanso pós-almoço, pois nesse momento os neurônios ficam mais lentos. A partir de uma hora após fazer a digestão, seus neurônios voltam à ativa, facilitando a assimilação dos conteúdos e estando pronto para mais quatro horas de estudo.

2.2 Se você dorme cerca de 8 horas diárias:

Suponha que você durma e desperte cedo, por volta das 6h. Você deve esperar pelo menos 2 horas para iniciar a sua rotina de estudos. Isso porque os neurônios inertes durante o sono precisam desse tempo para voltar à ativa. Às 8h, então, você já pode dar início à manhã de estudos, que até às 12h será muito produtiva.

Assim como para aqueles que dormem apenas 5h diárias, o descanso pós-almoço é necessário. Passado esse tempo, os neurônios voltam à ativa e você está pronto para mais uma jornada de quatro horas de estudos.

É essencial entender a importância de ter um sono saudável e regulado. Como vimos acima, o indivíduo que descansa apenas cinco horas diárias tende a produzir menos durante o dia, devido ao seu cansaço e desgaste – tanto físico quanto mental. Já o que dorme as oito horas diárias recomendadas possui, pelo menos, uma hora a mais de estudo e de concentração.

Além de uma boa noite de sono, é fundamental que o vestibulando estipule pausas durante os estudos. O cérebro precisa disso para focar e absorver o máximo de informações. Uma pausa de 10 minutos a cada uma hora de estudo é suficiente para recompor as energias, mas atente-se: é preciso se desconectar de tudo que possa exigir esforço mental (inclusive celular e/ou notebook) e você não deve ultrapassar o tempo estipulado.

Seu corpo está pedindo descanso? Respeite-o. Estudar cansado ou com sono fará você esquecer o conteúdo quando acordar. Reserve tempo necessário para colocar toda a matéria do seu cronograma em dia quando estiver disposto; porém, com foco e disciplina.

Não há uma fórmula mágica e nem um horário de estudos “universal”. Há, especialmente, o autoconhecimento por trás disso tudo, a fim de que você possa estipular os melhores momentos de concentração, de acordo com a sua rotina, sem perder qualidade de vida.

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