Em 1902, o presidente Rodrigues Alves assumiu o governo, e um dos principais problemas que ele tinha para solucionar era a transmissão de doenças fatais como a peste bubônica e a febre amarela, que matavam milhares de pessoas anualmente.

Os transmissores da doença viviam muito bem na cidade, proliferando rapidamente, tendo em vista que residiam no meio das toneladas de lixo que tinha no Rio de Janeiro da época.

Para combater a doença, era necessário combater os ratos e mosquitos; por isso, o presidente decidiu acabar com o lixo acumulado na cidade e também lançou um desafio para os cidadãos, pagando uma quantia em dinheiro para aqueles que levassem um rato às autoridades. Não demorou muito para surgir criadores de roedores, a fim de conseguirem uma renda extra, por esse motivo o governo suspendeu a recompensa pela apreensão dos ratos.

Fonte: todamateria.com.br

Com isso, o problema ainda persistia e a campanha de saneamento era realizada com autoritarismo, onde as casas eram invadidas e vasculhadas ao invés de o governo prestar esclarecimentos à população sobre a importância da vacina ou da higiene.

O médico Oswaldo Cruz, contratado para combater as doenças, impôs vacinação obrigatória contra a varíola para todo brasileiro com mais de seis meses de idade. Porém, nessa época, as pessoas costumavam se vestir de forma a cobrir todo o corpo. Mostrar os seus braços para tomar a vacina, portanto, foi visto como “imoral”. Soma-se a isso o fato de a população não ter acesso a informações sobre a procedência e importância da medicação. Assim, a insatisfação contra o governo foi generalizada.

Políticos, militares de oposição e a população da cidade se revoltaram e iniciaram os enfrentamentos contra os funcionários da Saúde Pública que, protegidos pelos policiais, invadiam as casas e vacinavam as pessoas à força.

O descontentamento se generalizou, somado aos problemas de moradia e ao elevado custo de vida, resultando na Revolta da Vacina, quando, entre 10 e 16 de novembro de 1904, a população do Rio de Janeiro saiu às ruas para enfrentar os agentes da Saúde Pública e a polícia.

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